Vitalik Buterin, criador do Ethereum, publicou recentemente em seu blog uma análise sobre o futuro da escalabilidade da rede blockchain. Ele prevê que a plataforma atingirá mais de 100 mil transações por segundo (TPS), resultado de uma combinação entre a camada base e soluções de segunda camada, chamadas de Layer 2 (L2). O objetivo é aumentar a capacidade de processamento sem comprometer a descentralização do sistema.
Buterin explicou que uma maneira simples de melhorar a escalabilidade seria aumentar o limite de gás (o “custo” das transações), mas alertou que isso poderia prejudicar a segurança e a descentralização da camada principal (L1) do Ethereum. Segundo ele, um aumento excessivo no limite de gás pode comprometer a rede:
“Precisamos evitar uma situação em que aumentamos o limite de gás em 10 vezes, prejudicando gravemente a descentralização do Ethereum e, no final, não conseguimos um resultado expressivamente melhor, além de perder parte das características que tornam o Ethereum especial”, disse Buterin.
Outro ponto destacado foi a necessidade de os usuários sentirem que estão em um ecossistema integrado, e não em múltiplas blockchains desconexas. Para isso, é essencial melhorar a integração e a experiência de uso das soluções de segunda camada.
Entre os principais objetivos apontados por Buterin estão:
- Atingir mais de 100 mil TPS combinando L1 e L2.
- Preservar a descentralização e robustez da camada principal (L1).
- Garantir que algumas soluções de L2 herdem as principais características do Ethereum, como resistência à censura e abertura.
- Maximizar a interoperabilidade entre as diferentes soluções de L2, garantindo que o Ethereum funcione como um ecossistema unificado.
Redução do tempo de transação
Em outro artigo, Buterin discutiu a possibilidade de reduzir o tempo entre as confirmações de transações de 12 segundos para 4 segundos. Segundo ele, essa mudança melhoraria a escalabilidade da rede e a experiência do usuário, tanto na camada principal quanto nas soluções de L2. Além disso, isso tornaria os protocolos financeiros descentralizados (DeFi) mais eficientes.
Melhorar a escalabilidade do Ethereum é crucial para evitar picos nas taxas de transação, que podem chegar a centenas de dólares em momentos de alta demanda na rede.