Nesta quinta-feira, 15 de agosto de 2024, o Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa de Valores brasileira, alcançou uma nova máxima histórica, consolidando sua posição como um dos mais importantes termômetros do mercado financeiro do país. Às 13h20, o índice chegou aos 134.574 pontos, superando a marca histórica de 134.392 pontos registrada em 28 de dezembro de 2023. Este novo recorde reflete a confiança dos investidores em meio a uma série de resultados corporativos positivos e sinais de recuperação econômica.
O Ibovespa vinha operando em alta desde o início do pregão, registrando um avanço de 0,83% às 13h43, com o índice se situando em 134.429 pontos. Esse movimento otimista foi impulsionado, em parte, pela performance de empresas como o IRB, BRF, Marfrig e outras gigantes do mercado, cujos resultados recentes apontam para uma recuperação robusta em suas operações.
Destaques corporativos impulsionam o índice
Entre as empresas que se destacaram no pregão, o IRB (IRBR3) chama atenção ao apresentar um salto expressivo de 24,94% em suas ações, atingindo R$ 40,60 às 13h42. A resseguradora reportou um lucro líquido de R$ 65,2 milhões no segundo trimestre de 2024, um crescimento de 225% em relação ao mesmo período do ano anterior, o que animou investidores e analistas do mercado.
Já a BRF (BRFS3) viu suas ações subirem 2,25%, negociadas a R$ 24,03. A companhia, conhecida pelo setor de alimentos, reverteu prejuízos anteriores e registrou lucro no segundo trimestre deste ano, além de anunciar a recompra de ações, o que aumentou ainda mais a confiança do mercado.
Outra gigante do setor alimentício, a Marfrig (MRFG3), também apresentou resultados promissores. As ações da empresa subiram 1,33%, alcançando R$ 13,00, após a companhia divulgar lucro de R$ 75 milhões no segundo trimestre, revertendo o prejuízo do mesmo período de 2023. A recompra de ações, anunciada pela empresa, também reforça seu comprometimento com os investidores.
Outras empresas de destaque
A Rumo (RAIL3), companhia de logística, também surpreendeu positivamente o mercado ao reportar lucro ajustado de R$ 721 milhões no segundo trimestre, um crescimento expressivo de 331,7% em relação ao ano anterior. Suas ações subiram 3,12%, sendo negociadas a R$ 24,12.
No setor financeiro, a Caixa Seguridade (CXSE3) distribuiu dividendos no valor de R$ 840 milhões, equivalente a R$ 0,28 por ação, gerando bons retornos para seus investidores. Além disso, o Banco Bmg (BMGB4) anunciou o pagamento de juros sobre o capital próprio, que totalizam R$ 49 milhões, com valor líquido de R$ 0,0714 por ação.
Empresas de outros setores também se destacaram. A Klabin (KLBN11), maior produtora e exportadora de papéis do Brasil, pagou dividendos de R$ 0,3371 por unit, enquanto a Ultrapar (UGPA3) e Lavvi (LAVV3) também anunciaram pagamentos de dividendos, demonstrando a resiliência de empresas dos mais diversos setores no mercado atual.
Dólar e Petrobras também em alta
No câmbio, o dólar comercial operava em leve queda, com uma desvalorização de 0,03%, sendo cotado a R$ 5,467. Enquanto isso, a Petrobras (PETR3, PETR4) também mostrou sinais de força, com suas ações preferenciais subindo 1,83%, negociadas a R$ 38,45 às 13h40. O setor de energia tem se mostrado um pilar importante na recuperação do Ibovespa, com os papéis da estatal sendo alvo de grande interesse por parte dos investidores.
Cielo fora do Ibovespa e Oi em destaque
Em um movimento significativo, as ações da Cielo (CIEL3) deixaram de integrar a carteira teórica do Ibovespa e passaram a ser negociadas no segmento básico do mercado. A alteração se deu após a oferta pública de aquisição realizada pelos bancos controladores Bradesco e Banco do Brasil, que buscam fechar o capital da empresa.
Por outro lado, a Oi (OIBR3) apresentou uma forte recuperação, com suas ações disparando 8,61%, cotadas a R$ 4,67, após a empresa registrar lucro líquido de R$ 15 bilhões no segundo trimestre. A recuperação da companhia foi impulsionada pela aprovação do plano de recuperação judicial em abril, que permitiu à empresa reduzir significativamente suas dívidas.
O Ibovespa segue demonstrando força e resiliência, refletindo o cenário de recuperação de importantes empresas brasileiras e a confiança renovada dos investidores no mercado de capitais. Com resultados corporativos robustos e políticas de dividendos atrativas, o índice pode continuar a romper barreiras e atingir novos recordes nos próximos meses, consolidando-se como um dos principais indicadores da saúde econômica do país.